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Escrito por Sandro Fortunato às 23h13
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:: Cenas dos próximos capítulos

Estou passando por aqui hoje porque teve cobrança e fui acusado de propaganda enganosa (quando disse ali em cima que o blog é atualizado todos os dias... esqueci de dizer que é "todos os dias de segunda a sexta").

Então fiquem sabendo o que vai rolar por aqui esta semana:

  • O Paraizo de Jessuss do Profeta Gentileza
  • Do meu diário de guerra ou Meus dias em Turim
  • Tenho tantas qualidades que nem sei como fui virar puta


Escrito por Sandro Fortunato às 13h39
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:: É bom compartilhar experiências, não?

 

A pergunta foi feita ontem ao final de um comentário da leitora e blogueira Franciele. Bem... eu acho. Ou não estaria aqui contando potoca, derrubando rudela, jogando conversa fora.

Internet, em minha vida, é sobretudo para trabalho. Passo o dia inteiro na frente do computador. De 12 a 18 horas. Nem sempre adiro (se arrepiou também com esta conjugação?) de imediato ao que aparece na rede, sobretudo se estiver relacionado a lazer. Pura falta de tempo. Por exemplo, acreditem, eu levo o Orkut a sério. Debato sobre filosofia alemã e literatura francesa, encontro gente que estudou comigo no primário, essas coisas...

Mês passado entrevistei Ziraldo e perguntei se ele conhecia a comunidade Ziraldo Fan no Orkut. Pedi uma mensagem para o pessoal da comunidade. Sempre gozador, ele mandou essa:

Vocês são um bando de malucos! Eu quero que vocês se fodam! Só tem maluco nesse mundo! Mas é divertido! Se tiver algum que jogue RPG, não falo com nenhum deles mais. São da mesma raça de jogadores de RPG, acabam matando um! Quem mexe com isso, se não tivesse Internet ia ser esperantista, filatelista, rádio-amador... são umas deformações mentais graves! Sabe por que chat se chama chat? Porque é a coisa mais chata que tem no mundo. É insuportável! Agora imagina se eu vou querer bater papo com um cara que eu nunca vi?! Eu quero bater papo com os meus amigos, gente que eu gosto.

Eu também. Mas qualquer amigo já foi um desconhecido um dia, não? E nada mais útil que a Internet para conhecer gente e fazer novos amigos. Estão aí Taís, Hertz, Vivi, Delza e Franciele que não me deixam mentir.

Há alguns anos, eu escrevia uma crônica semanal na Tribuna do Norte, em Natal. Algumas – poucas – estão na seção Press do meu site. Choviam e-mails e telefonemas de amigos, colegas e conhecidos. Comentavam, tiravam sarro. Mas quem mais, além deles, lia aquelas bobagens que eu escrevia? Sempre imaginei que estivesse escrevendo para eles que alimentariam meu ego (que há anos anda em regime frugal) e ponto final. Até que em um final de noite, em um bar, descobri que não era bem assim.

Duas garotas pediram ao dono para colocar uma música. Ele se recusou. Achei estranho, pois ele sempre atendia aos pedidos dos fregueses. Estava querendo fechar o estabelecimento e eu não havia percebido (engraçado, nunca fui bom em perceber isso!). Eu me aproximei da mesa e perguntei que música elas haviam pedido. Uma das garotas veio com dez pedras para cima de mim: “Tá pensando que sou alguma brega? Pedi Pink Floyd!” Ânimos serenados, sentei e começamos a conversar. Ao dizer meu nome, a garota fez uma cara desconfiada e perguntou: “Sandro de que?”. Respondi e ela arregalou os olhos! “Sandro Fortunato que escreve na Tribuna? Sempre leio as suas crônicas. Eu pensei que pudesse conhecer qualquer pessoa em um bar, menos você!”

Putz! Então alguém lia mesmo as bobagens que eu escrevia. Quando a leitora começou a me apresentar o mundo dela, eu passei a ter mais subsídios para escrever. O jornal deixou de ser uma via de mão única. A comunicação foi estabelecida e compartilhar experiências foi um exercício que nunca mais quis deixar de fazer.

Essa pergunta-já-afirmação de Franciele chegou na hora certa. Neste sábado, 16 de outubro, o blog está completando um mês. Nos primeiros dias, só meus conhecidos podiam acessá-lo. Não era aberto. Tinha senha para entrar. Resolvi tornar público e vocês estão vendo no que deu. O escândalo está anunciado lá no cabeçalho.

Mas o interessante é que o voyeurismo é muito maior que a interatividade. Muita gente entra, mas são poucos os que comentam. Quando existe um comentário, vira uma conversa! Eu sei com quem estou falando, percebo o que o outro quer ler/ouvir, quais seus temas preferidos. Portanto, você que é dado ao voyeurismo, leia e responda-me: você está vendo o seu objeto de desejo na janela do prédio em frente, ele/ela passeia pelo quarto, tira a roupa, dá uma olhada no espelho... mas se ele/ela soubesse que você que está olhando gostaria de um showzinho particular, que ele/ela deixasse a toalha cair, tocasse as partes íntimas, desse uma olhadinha para ver se estava agradando... não seria muito melhor? Pois é, eu estou aqui para deixar a toalha cair. Portanto leia e deixe seu comentário. Não fique neste prazer solitário no escuro do seu quarto. Entre na festa!

PS: Franciele, passei no seu blog e vi que você gosta de Cazuza e Renato Russo. Dê uma olhadinha nisto que escrevi há três anos. Deveria ser um artigo mas quase se tornou uma tese: Malditos Arianos. É sobre Cazuza, Renato Russo e Baudelaire.



Escrito por Sandro Fortunato às 13h45
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:: Em certas coisas, eu me recuso a acreditar

Escutei esta frase outro dia, dita por uma adolescente, no programa Tas na Zona. Marcelo Tas brincou, disse que gostou, que iria anotar e usar. Mas quantas vezes você já ouviu ou mesmo disse algo parecido com esta frase? Veja se não é uma versão desta outra:

De uma vez por todas, não quero saber de muitas coisas.

É o quinto aforismo de Crepúsculo dos Ídolos, no qual Nietzsche ainda completa: “A sabedoria também traz consigo os limites do conhecimento”. Portanto, siga o conselho da adolescente e do velho filósofo e não se constranja em não saber de muitas coisas. Acredite, é bem mais sábio.

Não sou de ver novelas (confesso, tenho me esforçado em acompanhar Senhora do Destino, apesar do sotaque forçado da personagem Maria do Carmo), mas a TV quase sempre está ligada quando estou ao computador. Lembro que quando começou a novela Um anjo caiu do céu, logo nos primeiros capítulos o Anjo (personagem de Caio Blat) fala para a atormentada personagem de Débora Falabella: “O que não me mata, me fortalece”.

Chamou minha atenção na hora. Isto também é Nietzsche. Também do Crepúsculo dos Ídolos:

O que não me mata torna-me mais forte.

Ou em versão mais popular: “O que não mata, engorda”.

Dia desses comentei no blog Obsessions, de Marília Marques, uma frase da mãe do jornalista César Seabra, Dona Leila. Ela costumava dizer: "Dane-se o mundo, meu nome não é Raimundo." Lembrei imediatamente da última entrevista de Drummond, na qual ele diz: “Nenhum poema meu entrou para a História do Brasil. O que aconteceu foi o seguinte: ficaram como modismos e como frases feitas: ´tinha uma pedra no meio do caminho` e ´e agora, José?`. Que eu saiba, só. Mais nada". Bobo esse Drummond, né? Mas o que impressiona é que é verdade. A frase de Dona Leila vem do famoso "Mundo mundo vasto mundo/ se eu me chamasse Raimundo/ seria uma rima, não seria uma solução", primeiro poema (Poema de sete faces) do primeiro livro (Alguma poesia, de 1930) do mineiro. Drummond é campeão em citações populares, dessas que quase nunca se sabe de onde vêm.

Acho muito interessante o conhecimento, muitas vezes tornado palavra por um erudito, circulando entre o povo. Mais interessante é perceber como se dá a disseminação disso. Pelas novelas, pela música... Uma geração inteira (e, no mínimo, a seguinte) repetiu (repetiram! repetem!) as músicas da Legião Urbana. Renato Russo lia loucamente. Fez homenagens descaradas a Baudelaire e Thomas Mann até em títulos de músicas, respectivamente, Flores do Mal e A Montanha mágica. Mas fez ainda citações de textos budistas, cristãos e taoístas, para ficarmos apenas nos que lembro de cabeça.

E nisso não há qualquer plágio ou falta de inspiração. Muito pelo contrário. São palavras de seres iluminados inspirando outros que as popularizam. Afinal como disse o próprio Renato Russo em Quase sem querer:

Sei que às vezes uso / Palavras repetidas / Mas quais são as palavras que nunca são ditas?

Será que foi mesmo ele o primeiro a falar isso?



Escrito por Sandro Fortunato às 13h21
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:: Nos tempos d`El Chaco

As dicas de sites de hoje vêm d`além-mar. Blogs de mãe e filho. Me, myself & I é o blog de Renata Silveira, jornalista e fotógrafa, que andou incursionando pelo cinema português e sabe-se lá o que mais. O outro blog é de Arthur Silveira, que desde pequeno já está mostrando talento para os quadrinhos. O cabeça-de-ovo que aparece em primeiro plano é Marcelo Andrade (Tchelo), jornalista e puta fotógrafo, completando a família luso-potiroca.

Este aqui ao lado é Tchelo quando ainda cultivava algum cabelo. Naquele tempo, sua cabeça tinha bastante... digamos que sua cabeça fosse bem adubada. Depois que foi para Portugal, a mesma tornou-se estéril e dela não nasce mais nada.

Tanto a minha caricatura (lá no alto, à direita) quanto a sua foram feitas pelo próprio Tchelo para o único número do fanzine O Neocínico Baby, que teve a fantástica edição de 50 exemplares (foi tudo isso?) totalmente distribuída na noite em que El Chaco, famoso bar em Natal (RN), fechou. Isso foi no início dos anos 90. Na ocasião também aconteceu a única apresentação da menor big band do planeta, o LL Cover. Seus integrantes: Tchelo e Lobão, este que vos bloga.

Aquela deveria ter sido uma noite memorável, mas quem viu se esqueceu de tudo no dia seguinte. Afinal, ninguém estava sóbrio. Graças aos céus, dois interessadíssimos jornalistas, desses que percebem um fato histórico acontecendo, registraram aquele momento. Seus nomes: Tchelo e Lobão.

O fanzine contava toda a trajetória da banda. Segue o textículo com todos os erros de nossa ignorância vigente à época ...

Pra você que disputou a última Bizz, Bravo, Biilboard, Melody Maker, ou qualquer uma dessas revistinhas, e não conseguiu o seu exemplar; para você que não tem parabólica em casa e por isso não assiste a MTV; você que ficou de fora do último show da mais nova sensação musical; você que não conseguiu comprar o último disco; você que está perdendo tempo lendo esta merda, aí vai a Biografia da Menor Big Band do Planeta, a pós-apocalíptica: LL COVER.

Tudo começou quando os new-darks-proto-junkies Lobão e Tchelo se cansaram das musiquinhas e frequentadores andróginos de pocilgas como o El Chaco (vulgarmente conhecido como El Chato) e resolveram aceitar o convite de um tal Roger Waters para formação de uma banda de hard-blues – se é que alguém sabe o que é isso. Então surgiram Os Portas – inspirados numa bandinha dos anos 60 sem muita expressão (The Doors) – que marcaram um ensaio, que antes de se realizar, marcou a saída de Roger Waters, e a posterior entrada de Elias Brinquedo do Cão. Sua esposa e sargento de serviço logo mudou o nome da promissora banda para Ácido Acetilsalisênico. Foi então marcado um novo ensaio, ao qual ninguém compareceu, e por comodidade passou a chamar-se Banda Ácida.

Mais um ensaio marcado e nada! Os remanescentes, Lobão e Tchelo, se revoltaram e deixaram de beber, de fumar, iam dormir na hora certa e pediam a benção a suas mães. Durante dois meses, tentaram recrutar novos músicos (?) no mundo pseudo underground de Natal (aaargh!). Sem obter êxito, decidiram seguir sozinhos e foi então que surgiu Os Mulheres Brancas, que no dia seguinte passou a se chamar LL Cover. Preparem seus tímpanos, sejam gentis, juntem suas coisas, peguem esse fanzine e... VÃO À MERDA!!!!

PS: Nietzsche, Drummond e Renato Russo só amanhã.



Escrito por Sandro Fortunato às 11h03
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:: A história do Mamute

Não faz bem o gênero do Leseira Geral (ou deveria fazer), mas aqui vai o link para a história mais comentada da Internet nos últimos dias: a do Mamute pequenino que queria voar, fumar, beber, transar e se drogar. Ontem, saiu até no Programa do Jô, que convidou o autor a criar novas historinhas e vinhetas.

Só que... o autor é outro. A história original, em espanhol, você vê aqui. 



Escrito por Sandro Fortunato às 10h54
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:: De greve e crianças

Feriadão... ando meio lerdo apesar de tanta ocupação. Ou talvez até por isso. Estou precisando entrar em greve. Greve de mim mesmo. Abaixo minha autotirania. Preciso de férias! Por que não fui ser bancário? Nunca ouvi mesmo os conselhos de papai e mamãe... Acabei escravo de mim mesmo.

E Marte deve estar sobre pressão. No lugar de Lula - ou de quem pudesse fazer isso - eu já teria colocado todo mundo pra fora. A propósito, o que o presidente deve estar achando dessa greve recorde? Era óbvio que o governo dele seria campeão em número de greves.

Já passei por aqui e não terei o ponto cortado. Então, por hoje, só a reflexão abaixo em homenagem ao Dia das Crianças, principalmente às minhas. Amanhã retorno com Nietzsche, Drummond e Renato Russo.

O invejoso – Ele é um invejoso – não devemos esperar que ele tenha filhos; ele teria inveja deles, porque não pode mais ser criança.

(in A Gaia Ciência – 207, Nietzsche)



Escrito por Sandro Fortunato às 12h32
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:: Eu amo Paulo Coelho

Se você faz o estilo policial, já deve estar quicando nas chinelas com o título deste texto.  Em todo meio intelectual ou dito, o patrulhamento ideológico e a perseguição aos que não gostam dos “incensados da turma” são grandes. Admirar algum excluído do panteão, nem se fala. É pedir para ser crucificado.

Paulo Coelho é, provavelmente, o primeiro da lista dos excomungados pela intelligentsia.

Admitamos que ele escreva mal. Pior até do que eu, digamos.

Mas analisemos a situação mais comum em que a demonstração de ira aflora. Bem, basta citar seu nome...

- Eu detesto ele! (sic)
- O que você leu dele?
- Nada! Vou lá perder meu tempo. Eu detesto ele.

Como se pode avaliar algo que não conhece? Já revivi este pequeno diálogo algumas vezes nos últimos anos. Quase invariavelmente tendo um colega jornalista como interlocutor.

- O jeito que ele escreve me deixa louca!
- Assim como naquela música da Elis?
- Aaaaaaah! Aquela música é linda!
- É. Versão de Paulo Coelho para uma música do mexicano Armando Manzanero.
- ...!!!

Todo jornalista entre 30 e 50 anos, que já teve seus dias de porra-louquice, alguma vez gritou (com grandes chances de estar bêbado e abraçado a outros colegas): “Viva! Viva! Viva a Sociedade Alternativa”.

Gita, Eu nasci há 10 mil anos atrás, Como vovó já dizia, Se o rádio não toca e Al Capone são outros sucessos de Raul Seixas em parceria com Paulo Coelho, que também escreveu músicas para Rita Lee.

Coelho já escreveu e publicou mais de 12 livros, traduzidos em mais de 56 idiomas, editados em mais de 150 países e que venderam, até o ano passado, mais de 65 milhões de exemplares. É membro da Academia Brasileira de Letras, foi elogiado publicamente por Umberto Eco e Kenzaburo Oe (Nobel de Literatura de 1994), entrou para o Guinness Book, recebeu do governo francês a distinção Chevalier de L'Ordre National de la Legion d'Honneur, tem colunas em jornais de mais de 20 países e até manda um irônico recado a Bush através deles... Tá bom, né? Falar de O Alquimista e tudo que o livro conquistou já é covardia.

Posso até não gostar do jeito que Paulo Coelho escreve ou dos temas que aborda, mas dizer que não gosto dele?! Ele nunca me fez qualquer mal. E ainda chama a atenção do mundo inteiro para o Brasil e o que se escreve aqui. Eu tenho é orgulho desse cara!

Hoje, lamento profundamente não ter aceitado a oferta, feita há três anos, pelo dono de um sebo em São Paulo (na galeria que fica nos fundos da Galeria do Rock). Ele queria me vender Arquivos do inferno e Manual prático do Vampirismo, os dois primeiros livros de Paulo Coelho. Arquivos... teve uma única edição de dois mil exemplares em 1982. Manual..., também com uma única edição em 1986, foi recolhido e “jamais será republicado”, segundo o autor. O sebista queria R$ 60 em cada. Eu sabia que valeriam muito mais no futuro. Mas eu já havia gasto todo o meu dinheiro com Nietzsche, Lou Salomé e Rilke. Quando voltei, meses depois, o sebo não estava mais lá.

Tenho minhas preferências. Na Literatura, quase todos têm uma trajetória muito diferente da de Paulo Coelho. Não foram reconhecidos em vida e morreram pobres. Para lembrar um dos mais queridos, cito Lima Barreto.

O brasileiro tem uma relação muito estranha com o sucesso alheio. É sempre uma dicotomia: ou endeusa ou martiriza. Ganhar dinheiro então, é pecado! A não ser que tenha sido pelo futebol ou pelo pagode, porque aí existe uma identificação maior das classes economicamente menos abastadas. Mas fazer sucesso escrevendo? Só pode se tiver sacanagem no meio! Sexo, samba e futebol são a nossa Trindade Divina.

Eu tinha 14 ou 15 anos quando foi lançado O diário de um mago. Li e achei legal. Já não mais que isso. Li também os três seguintes: O Alquimista, Brida e As Valkírias. Mesma coisa. Legal. Era muito jovem, tinha tempo de sobra, responsabilidade nenhuma. Hoje não dou conta de ler o que compro, muito menos o que gostaria. Claro, Paulo Coelho e congêneres pulam lá pro final da fila. Um final que não consigo enxergar. Muito antes vêm os quadrinhos, uma revista qualquer, aquela “indicação” que vou ler e achar que perdi meu tempo... Mas nunca vou poder dizer a arrogante frase: “Não li e detestei”.

Dia desses, minha filha mais velha veio dizer que estava lendo um livro de Sidney Sheldon. Eu pude indicar umas leituras, digamos, mais interessantes para seus onze anos. Como e por que fiz isso? Porque li Sidney Sheldon. Se não, teria que ficar calado.

Outro grande ponto positivo da trajetória de Paulo Coelho é o despertar. Quantos milhares – quiçá milhões! – de indivíduos mundo afora começaram a ler por causa de um livro dele? Sem falar no despertar espiritual. Sim, no despertar espiritual. Quantos começaram a pensar sobre algo mais além de suas vidinhas e buscaram – seja lá onde tenha sido – uma resposta às questões interiores por terem lido as mal traçadas linhas de PC?

Costumo dizer que só baixo o pau em alguma coisa se eu puder fazer melhor. Como minhas conquistas estão muito aquém das obtidas pelo “mago”, eu me calo. Então, se você me pegar falando mal de Paulo Coelho, por favor, me chame de invejoso.



Escrito por Sandro Fortunato às 13h06
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